TRATAMENTO E CONSERVAÇÃO DE PISOS


TRATAMENTO E CONSERVAÇÃO DE PISOS

Desde os primórdios da civilização, os materiais rochosos, ou rochas ornamentais, são utilizados na edificação de residências, estradas, muralhas, aquedutos, castelos, templos religiosos, fortalezas, viadutos, esculturas, etc.. Algumas destas edificações, por suas admiráveis belezas e dimensões constituem relevante patrimônio. São exemplos disso, as muralhas da China, as termas romanas, o Tahj Mahal, as pirâmides egípcias e astecas, Petra, o Partenon, os Moais da Ilha da Páscoa, o Coliseu…

 

Com o avanço, ao longo do tempo, das tecnologias de extração e beneficiamento de rochas, o seu uso expandiu-se pelo mundo e cresce, ano a ano. E são os seus atributos estéticos, de durabilidade e de resistência que fazem com que os revestimentos rochosos se façam presentes em áreas internas e externas, comuns e privativas, de residências, escritórios, clínicas, supermercados, lojas, hotéis, condomínios, restaurantes, clubes, Shoppings Centers e hospitais, entre outros.

 

Abrigados, comercialmente, sob a denominação genérica de mármores e granitos, os revestimentos rochosos conferem funcionalidade, durabilidade e requinte aos espaços que revestem, seja sob a forma de placas, painéis ou ladrilhos, em pisos e paredes internos e externos, de tiras, em soleiras, peitoris, colunas, pilares, escadarias e rodapés, ou de bancadas, em balcões, pias, aparadores, mesas, etc..

 

Todavia, apesar da resistência e durabilidade, os mármores, granitos, gnaisses, basaltos, travertinos, quartzitos, ardósias, entre outros materiais rochosos,  alteram-se, em maior ou menor grau, com o uso, manutenção inadequada e mesmo com o passar do tempo. Estas alterações resultam, frequentemente, em mudanças da tonalidade original, manchamentos, desgaste e perda do brilho, que reduzem sua qualidade estética e funcionalidade.

 

Os cuidados começam antes da instalação

 

É recomendável que os cuidados com os revestimentos rochosos comecem antes mesmo de sua instalação. O contato desses revestimentos com madeiras molhadas, que liberam pigmentos, tintas, solventes e cal, que são ativos quimicamente, pregos e palhas de aço, que são oxidáveis, areia e poeira, que causam riscos, deve ser evitado.

 

Atentemos para o fato de que infiltrações ascendentes oriundas do contrapiso ou da sub-base estão diretamente associadas ao surgimento de e florescências, que são aquelas manchas esbranquiçadas no revestimento, especialmente em pisos. A prevenção destas infiltrações inclui, entre outros, a impermeabilização do contrapiso e da face inferior do ladrilho.

 

Naqueles casos de exposição frequente ou permanente à água ou agentes agressivos, é recomendado a aplicação de produtos hidro e óleo repelentes para impermeabilização da face exposta do revestimento. Exemplos desses casos são as mesas de refeições, os tampos de pias e balcões e o piso de restaurantes, cafeterias, padarias e lanchonetes onde o contato com substâncias como óleos, café, vinagre, gorduras, sucos cítricos, etc., é constante.

 

Convém destacar que o revestimento, independente do tipo, é a face visível de qualquer espaço construído e, logo à primeira vista


constitui-se num indicativo do esmero e da qualidade de sua manutenção e age como um dos fatores determinantes da valorização desse patrimônio. A manutenção adequada do revestimento rochoso conserva sua estética e funcionalidade, facilita sua limpeza e prolonga a sua vida útil.

 

Assim, para além dos cuidados na fase construtiva, temos os aspectos ligados à manutenção do revestimento. É natural que ao longo do tempo, o uso do espaço revestido com materiais rochosos e a aplicação de produtos/equipamentos de limpeza inadequados provoquem riscos, alteração da cor original, perda do brilho, manchas e incrustação de sujidades, fatores que, separada ou conjuntamente, alteram as características estéticas e funcionais intrínsecas do revestimento.


Dicas para conservação e manutenção de revestimentos rochosos

 

  • a limpeza diária deve ser feita utilizando-se apenas panos macios, umedecidos com produto de limpeza com pH neutro. O uso produtos abrasivos – saponáceo, palhas de aço – e/ou quimicamente agressivos – água sanitária, álcool, amoníaco, soda cáustica, cloro, etc. – assim como o excesso de água devem ser evitados.

 

  • em situações de contato do revestimento com graxas, óleos, materiais oxidáveis ou pigmentantes, vinho, café, etc., proceder rapidamente a sua limpeza, para evitar, ao máximo, a penetração.

 

  • proteger os revestimentos rochosos polidos do contato com areia, vidros, metais e outros materiais abrasivos como forma de evitar o seu desgaste.

 

Além dos cuidados acima descritos, é conveniente proceder ao tratamento especializado periódico dos revestimentos. Com equipamentos e produtos de uso profissional, o tratamento do revestimento pode incluir limpeza técnica, polimento e impermeabilização.

 

Por meio desses serviços, o revestimento é revitalizado e sua vida útil prolongada, posto que eliminam sujidades, reduzem a porosidade, eliminam riscos superficiais,  reduzem manchas, restituem a cor original, realçam o brilho original, facilitam as tarefas de manutenção, não geram poeira, exigem baixo consumo de água, renovam o ambiente sem a inconveniência das obras para substituição do revestimento, contribuem para a conservação e a valorização de um produto natural de características únicas, apresenta ótima relação custo/benefício e, sobretudo, contribuem para a sustentabilidade do planeta.

Limpeza Técnica

A limpeza técnica tem como objetivo limpar, em profundidade, a superfície revestida, por meio do uso de produtos e equipamentos adequados a cada tipo de revestimento. Por meio de suave esfoliação ela remove sujidades, incrustações e películas de ceras, resinas, vitrificantes, etc., ao mesmo tempo em que reaviva a cor sem agredir o revestimento. A limpeza técnica prepara o revestimento para etapas posteriores, como o polimento e a impermeabilização. Mas pode, em muitos casos, constituir-se num tratamento isolado.

Tratamento de Porcelanato

 

Polimento

O processo de polimento de revestimentos rochosos caracteriza-se por uma série de operações que têm como objetivo a redução da rugosidade superficial e o fechamento dos poros da rocha, para alcançar/restaurar o seu brilho. Para isto, procede-se limpeza técnica da superfície revestida, mediante a utilização de produtos alcalinos para a para remoção de sujidades, incrustações e películas de ceras, resinas, vitrificantes, etc. A depender do caso, pode ser necessária a estucagem de vazios e, até mesmo, a substituição do rejuntamento.

Na continuidade, é utilizada uma sequência de abrasivos diamantados ou resinosos de

granulações decrescentes que reduzem rugosidades, fecham poros e reavivam a cor do revestimento. O polimento pode ser combinado com a cristalização da superfície com produtos não tóxicos, aumentando assim a índice refletivo do revestimento e, em consequência, o seu brilho.

Impermeabilização

A impermeabilização consiste na aplicação de produto hidro-óleo fugante, com a finalidade de proteger o revestimento da ação da água e de substâncias oleosas. A aplicação do impermeabilizante é precedida da limpeza técnica da superfície revestida, mediante a utilização de produtos e equipamentos que removem sujidades, incrustações e películas de ceras, resinas, vitrificantes, etc., sem agredir o revestimento. Em alguns casos, a substituição do rejunte pode ser necessária. O impermeabilizante não interfere no brilho do revestimento.